Lei do Ruído

4.11.12


Não é nada fácil para um músico viver num prédio. Eu sempre tenho todo o cuidado e sou apologista do bom senso comum. Evito qualquer barulho no horário previsto pela legislação (das 22h às 7h) e em qualquer situação mais incómoda penso que a falar e com respeito as coisas se resolvem.

Infelizmente não tive essa sorte. Tenho um único vizinho bastante mal educado. Vassouradas é com ele mesmo, e estamos a falar de um horário completamente diurno em dia de semana e um tipo de ruído que não excede os decibéis da legislação.

Qualquer coisa para eles foi desculpa para queixa. Me acusaram do barulho de "crianças" (?) - referente às explicações de música que eu dou em casa, geralmente a uma ou duas crianças no máximo quando irmãos. Pois é o som de crianças normalíssimas que não estão no recreio mas sim cantando, percutindo ritmos, tocando piano, vivendo a música. São crianças bem comportadas. Nem imagino se tivesse filhos.

A verdade é que acho que os berros que ele e a família continuamente usam como comunicação, sobretudo com palavrões incluídos dirigidos ao filho que nasceu à poucos anos diz muito sobre eles. Volta e meia oiço o aspirador ou o secador deles depois das 22h ou altas discussões em que se percebe tudo o que dizem. "Oh (nome do filho), que é esta m*rda car*lho??" e coisas do género...

Cada vez mais os prédios são fracos de isolamento acústico. Mas isso não devia impedir de as pessoas  serem educadas. Se têm músicos no prédio façam sempre questão de se dirigir a eles e conversem amenamente sobre algum horário ou som incomodativo. Acreditem que se eu pudesse já tinha comprado uma vivenda ou feito um isolamento acústico profissional no meu estúdio, é uma das coisas que mais desejo mesmo!


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