O minimalismo e a vida artística

30.9.13

Ser artista é um dom único, mas ao mesmo tempo um desgaste forte para quem vive a sério este tipo de vida.

Não há um emprego das 9h às 5h.
Não tem como não fazer trabalho em casa.
Não existe férias ou fim de semana para não tocar piano, não pintar um quadro ou não escrever mais um capítulo.
A realização de rotinas pode ser inesperada, ora posso tocar num auditório, bar ou numa festa de cidade num sábado à noite como posso estar no domingo de manhã tocando num casamento. E se a inspiração surgir durante a noite? No meu caso tenho ainda as aulas às 8h30 dado que exerço funções como professora também...

Faz sentido ter isto tudo? Vejamos:

- por um lado tenho o orgulho de conseguir viver apenas da música.
Já todos sabemos que em Portugal não é fácil, e agora mais que nunca não só na música... Basicamente, ou se é uma Lady Gaga ou um Justin Bieber, com os contactos certos, ou lutamos uma vida inteira para mostrar tanto talento completamente indiferente.

- por outro lado tenho prazer em trabalhar no que realmente gosto.
Isto faz-me viver o dia com uma certa emoção, seja em qual das atividades em que esteja envolvida. A possibilidade de trabalhar em diferentes departamentos faz-me viver mais, sorrir mais, conseguir mais realizações, ao invés de me concentrar nos problemas ou maus ambientes de determinado local de trabalho.

O minimalismo e a vida simples assentaram como uma luva para mim:


Um músico tem uma "rotina doméstica" como executante e isso é tão mais fácil com um tipo de vida minimalista. Como mulher e dona de casa sinto cada vez mais que encontrei o antídoto.

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